Uma turma de meninas corre de um lado para outro numa sala, carregando bolinhas coloridas, em meio a risadas e gritos empolgados. Poderia ser uma gincana em uma escola, mas elas estavam dentro do Cubo, espaço para startups e empreendedores na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Com idade entre 9 e 13 anos, 45 estudantes de escolas públicas da cidade se divertiam aprendendo conceitos como convergência digital , algoritmos e criptografia. Elas formaram a primeira turma no País do Girls4Tech, programa criado pela Mastercard para estimular interesse de meninas em carreiras no setor. “Muitas pessoas duvidam da nossa capacidade em tecnologia, tentam nos jogar para baixo”, diz a estudante Alice Carneiro, 12 anos, que quer ser engenheira mecânica no futuro. “Mas meus pais me dizem para continuar em frente para ter um futuro melhor.” Perto dali, outro grupo de garotas está concentrado em decifrar uma mensagem. Quando terminam, elas leem “Sou uma decifradora de código” ...