Thiago
Minami
O blog é uma ferramenta fácil de mexer -uns poucos cliques bastam para
colocar textos, imagens e vídeos no ar- e extremamente motivadora. Postar em um
blog, com um público do tamanho do mundo, é diferente de escrever uma redação,
que será lida somente pelo professor.
Ao falar sobre um assunto de interesse, como uma banda de rock ou um
novo jogo de videogame, você tem de se esforçar para construir um texto lógico,
analítico e criativo. Ainda pode combinar com recursos audiovisuais e
desenvolver competências extras.
Pode servir como um grande arquivo de trabalhos online. É um jeito fácil
de entregar as lições, apesar de invalidar a desculpa do "cachorro comeu
minha lição", e torna possível olhar em sequência cronológica tudo o que
foi desenvolvido ao longo do ano. Também dá para receber comentários dos
colegas de classe e mesmo de pessoas de fora da escola, caso isso esteja em
acordo com o propósito da tarefa.
O risco: para ser útil ao aprendizado, os blogs não podem ser simples
diários ou reprodutores de links. Invista em textos analíticos, que exercitem a
capacidade de emitir opiniões lógicas e bem embasadas.
Facebook
O Facebook -e outras mídias sociais do mesmo tipoajuda a manter contato
com pessoas que nem sempre são tão próximas. Isso pode facilitar o intercâmbio
de vídeos, fotos e notícias com os alunos de outras classes, que você não
conhece muito muito bem, e com os professores.
Também é prático para entrar em contato, por exemplo, com nativos de
outras línguas para treinar idiomas em grupos.
A recomendação dos especialistas é para que professores criem um perfil
somente para seus alunos, a fim de não confundir a vida pessoal com a
profissional.
YouTube
Ferramentas de vídeo como o YouTube estão associadas em geral a vídeos
engraçados, no ponto certo para o lazer mas pouco interessantes para o
aprendizado. Será que é só isso?
Experimente fazer uma busca por vídeos com "reprodução das
plantas". Gravações de aulas, programas de televisão e -o melhor de tudo-
material multimídia sobre o assunto aparecerão entre os resultados. Se a
procura for feita em inglês, o número de ocorrências será ainda maior.
Pesquisas mostram que é mais fácil aprender com a combinação de palavras
e imagens que só com um dos dois. Mas nem sempre é simples para a escola
produzir materiais multimídia, que custam caro e dão trabalho. Nesse caso, o
YouTube pode ser uma ótima fonte.
Como forma de expressão, o YouTube também é uma boa. Hoje em dia,
qualquer celular grava vídeos. Com cuidado e responsabilidade, dá para fazer um
trabalho, por exemplo, uma língua estrangeira gravando-se a encenação de uma
história curta em inglês ou espanhol.
Veja mais dicas aqui (em inglês): http://www.freetech4teachers.com/2010/09/47-alternatives-to-using-youtube-in.html
Twitter
Escrever de maneira clara, simples e concisa: não tem quem duvide de que
o Twitter é um amigão na hora de desenvolver a habilidade de falar muito com
poucas palavras.
Se utilizada como um grande fórum de discussão, a ferramenta ajuda a
desenvolver também o senso crítico sobre tópicos do momento. O importante é
publicar informações relevantes, que outras pessoas gostariam de ler.
Em vez de responder à questão "o que você está fazendo", pense
em "o que atrai sua atenção". Não deixe de fazer perguntas quando ler
algo que suscite dúvida. E se for falar sobre algo pessoal, tente fazer disso
algo útil. Dê conselhos, sugira sites, fotos etc.
Wikipédia
Na hora de fazer pesquisas escolares, a Wikipédia oferece busca rápida e
verbetes bem organizados. Não à toa, é a campeã do ?corta e cola?, título que
rende a ela a injusta pecha de inimiga do aprendizado.
Para ajudar nos estudos, a Wikipédia requer senso crítico para
distinguir a informação confiável daquela que provavelmente merece ser checada.
Como qualquer enciclopédia, a Wiki está bem longe de ser a fonte da verdade ? e
isso precisa estar sempre claro.
Um jeito simples de trabalhar isso é explorar o outro lado da Wikipédia.
Quem são os responsáveis pelas informações que estão ali? Sim, somos nós.
Contribuir como produtor de conteúdo, e não só consumidor, é um ótimo jeito de
entender os pontos positivos e negativos da enciclopédia.
A versão em português da Wikipédia tem menos entradas que as versões em
inglês, alemão ou japonês. Isso significa que uma enxurrada de verbetes está á
espera de ser redigida. É uma chance e tanto.
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